A dobra espacial é uma teoria bastante estudada nos meios científicos atuais.
A teoria propõe que para se chegar a um ponto distante do universo não é necessário chegar a velocidades iguais ou maiores que as da luz, mas basta apenas dobrar o espaço tempo a frente da nave. Com o espaço dobrado a nave poderia chegar a Alpha Centauri em minutos a velocidades tão baixas quanto as de um Fusca-66.
Porém a sérios problemas com relação a dobrar o espaço-tempo. A quantidade de energia é altíssima, algo que para a tecnologia humana atual é impossível. Para se chegar a metade da velocidade da luz, por exemplo, uma nave gastaria o equivalente a 81 vezes a sua massa em hidrogênio, para se dobrar o espaço usando hidrogênio como combustível a quantidade seria infinitamente superior. Se a energia usada fosse gerada com antimatéria o problema se torna ainda maior. O maior ciclotron do mundo o Fermillab, gera 50 bilhões de antiprontos por hora, isso quer dizer que para acender uma só lâmpada precisariamos de 100 mil Fermillabs. Seria impossível para uma só nave gerar antimatéria bastante para suprir suas necessidades de ida e volta em uma viagem espacial.
Outro problema além de energia seria a navegação. O modelo atual de dobras espaciais não prevê a possibilidade de se determinar o ponto de chegada, isto é, você entra na nave, dobra o espaço mas não faz a menor idéia de onde irá parar. Poderá tanto chegar a Alpha Centauri quanto chegar a um universo paralelo, ninguém pode determinar isso. (Continua).